Vírus do sarampo volta a circular pela América do Sul. Por isso, os brasileiros devem ficar em alerta. Trata-se de doença infecciosa grave, causada por um dos vírus mais contagiosos para os seres humanos – pode levar à morte. Quem estiver infectado pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam vacinadas.
Segundo a OMS, após retrocesso na cobertura de imunização durante a pandemia de covid-19, os casos voltam a aumentar significativamente, desde 2.023. As taxas de vacinação em muitos países ainda não retornaram aos níveis anteriores à pandemia, aumentando o risco de surtos.
Sintomas
Manchas no corpo.
Febre alta.
Mal-estar.
Tosse.
Conjuntivite.
Falta de apetite.
As infecções provocadas pela doença podem causar complicações, inclusive pneumonia, encefalite e desidratação, além de prejudicar a memória defensiva do sistema imunológico contra vários patógenos.
Vigilância contínua
Eliminar uma doença é uma grande conquista para um país. Mas, para mantê-la longe, é preciso proteger a população, já que o vírus continua circulando no mundo. Como? Vacinando.
Se alguém com sarampo de outro país encontra alguém suscetível (sem estar vacinado) no Brasil, o vírus pode voltar a circular e pode haver casos autóctones (com transmissão em território nacional). Por isso, não é porque o país está “livre do sarampo” que se deve baixar a guarda.
A vacina que protege contra o sarampo é a tríplice viral (que também imuniza contra rubéola e caxumba) e está disponível na rede pública para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos. As crianças tomam uma dose do tríplice viral aos 12 meses e outra aos 15 meses.
Dose de reforço?
Se a pessoa está com o esquema completo, ela não precisa de nenhuma dose adicional. E, quando não tem a carteirinha de vacinação e não se lembra se foi vacinada, os agentes procuram no sistema e, se não for encontrado o registro, eles indicam que a pessoa seja vacinada com todas as vacinas para a idade dela.
Na fase adulta, a pessoa não vacinada contra o sarampo precisa de duas doses, com um mês de intervalo, para quem tem até 29 anos e uma dose para pessoas de 30 a 59 anos.
Quanto menos vacinados no país, maior o número de suscetíveis. O resultado? Doenças já eliminadas correm o risco de voltar.
Referência mundial
Com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1.973, o Brasil conseguiu eliminar a pólio, o sarampo, a rubéola, a síndrome da rubéola congênita e o tétano neonatal. Mas a cobertura vacinal cai desde 2.015-2.016.
Fonte: Redação g1/Bem-Estar (reeditado).




