Hospital de Amor de Barretos desenvolve o Projeto do Centro de Pesquisa Clínica e de Cirurgia Robótica, com estrutura para ampliar a capacidade da instituição em integrar assistência oncológica, inovação médica, produção científica, formação profissional e acesso a tratamentos de alta complexidade.
O empreendimento representa uma nova etapa na trajetória do HA, que há mais de seis décadas atua no cuidado oncológico 100% gratuito, aliando tecnologia, humanização e compromisso social. Com a nova estrutura, a instituição pretende acelerar o acesso de pacientes a terapias inovadoras, ampliar a realização de procedimentos cirúrgicos de alta precisão e fortalecer a produção de conhecimento científico aplicada à realidade do Sistema Único de Saúde.
Anunciadas medidas voltadas ao fortalecimento da oncologia e da infraestrutura de saúde pública no país, incluindo o envio para pactuação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) da nova tabela de custeio do Programa Agora Tem Especialistas para o tratamento do câncer; a criação de financiamento permanente da cirurgia robótica para câncer de próstata no SUS, com investimento de R$ 50 milhões; a assinatura de portaria de parcela suplementar de R$ 129 milhões ao Hospital de Amor; a assinatura do TED entre o Ministério da Saúde e o Ministério das Comunicações para criação da Rede de Conectividade Saúde Brasil de Alta Performance e Segurança; e a assinatura do edital de compra de novos aceleradores lineares.
Os anúncios integram um pacote de investimentos de R$ 2,2 bilhões do Governo Federal para ampliar o acesso a tratamentos contra o câncer no SUS, incluindo a oferta de 23 medicamentos oncológicos de alto custo, a ampliação da radioterapia e outras frentes estratégicas para qualificar o atendimento oncológico na rede pública.
Com o novo Centro de Pesquisa Clínica e Cirurgia Robótica, o HA busca ampliar sua capacidade operacional, qualificar fluxos, fortalecer parcerias estratégicas com a indústria farmacêutica e instituições de pesquisa, além de aumentar a participação em estudos que possam gerar impacto direto na vida dos pacientes.
No Hospital de Amor, a decisão de incorporar novas tecnologias parte de um princípio central: avaliar o benefício real para o paciente e a possibilidade de transformar inovação em acesso. Isso envolve análise de viabilidade, organização de fluxos, formação de equipes, acompanhamento de indicadores e construção de parcerias que tornem o modelo sustentável ao longo do tempo.
Telecirurgia
Entre as medidas recém anunciadas, a criação da Rede de Conectividade Saúde Brasil de Alta Performance e Segurança também representa um passo importante para o avanço da saúde digital e da inovação assistencial no SUS.
A iniciativa deve conectar as unidades do Hospital de Amor em Barretos (SP) e em Porto Velho (RO), com o objetivo de viabilizar as primeiras telecirurgias robóticas do SUS. Com investimento preliminar de R$ 2 milhões, a previsão é de que os primeiros procedimentos sejam realizados a partir de julho de 2.026.
A conectividade de alta performance é considerada essencial para garantir segurança, estabilidade e precisão em procedimentos realizados ou orientados à distância. A medida também fortalece possibilidades de telementoria, capacitação de equipes e ampliação do suporte especializado a diferentes regiões do país.
Para Henrique Moraes Prata, diretor de Desenvolvimento Institucional e Parcerias Estratégicas do HA, o projeto reforça a importância da articulação entre assistência, ciência, tecnologia, parceiros e compromisso social. “Um projeto dessa dimensão só se torna possível quando diferentes forças se unem em torno de um propósito comum. O Hospital de Amor tem uma história construída com parceiros, doadores, profissionais e instituições que acreditam que inovação também é uma forma de ampliar acesso. Este centro nasce com essa visão: transformar conhecimento, tecnologia e colaboração em cuidado concreto para o paciente”, afirma.
A nova estrutura também deverá contribuir para ampliar a formação de profissionais, fortalecer a disseminação de conhecimento técnico e impulsionar novas possibilidades em áreas como telecirurgia, telementoria, cirurgia minimamente invasiva, pesquisa aplicada e inovação em oncologia.
A telementoria e a telecirurgia, por exemplo, despontam como caminhos promissores para ampliar o suporte técnico a equipes médicas, permitindo que especialistas acompanhem, orientem ou auxiliem procedimentos à distância. Na prática, esses recursos podem favorecer a disseminação de conhecimento, aumentar a segurança em procedimentos complexos e contribuir para a formação de profissionais em diferentes regiões.
Fonte: carla.camargo@hospitaldeamor.com.br (reeditado).



