Prevenção redefine atuação da Defesa Civil diante do aumento de eventos extremos

Infraestrutura - Estruturação dos municípios e gestão integrada de riscos são prioridades para reduzir os impactos das mudanças climáticas. (Créditos: divulgação)

A intensificação de fenômenos climáticos severos exige uma mudança de paradigma na forma como o poder público enfrenta desastres naturais. Além de atuar em situações de emergência, a Defesa Civil vem ampliando seu foco para ações permanentes de prevenção, integrando planejamento territorial, monitoramento e capacitação dos municípios.

O tenente Rodrigo Jordão, chefe de operações do Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil do Estado de São Paulo, no palco Transição Energética e Climática do Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2.026, realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), ao apresentar a estrutura da Defesa Civil de São Paulo no painel “Estratégias urbanas diante de eventos extremos”, diz que o Estado é o primeiro do Brasil a contar com coordenadorias de proteção em todos os municípios. Segundo ele, a consolidação dessa rede fortalece a capacidade de resposta, mas, principalmente, permite que o trabalho preventivo seja desenvolvido de forma contínua e articulada em todo o território paulista.

Quando se fala em Defesa Civil, muitos pensam apenas na resposta ao evento extremo. “Mas a atuação começa muito antes. O trabalho é com prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. São etapas que precisam funcionar conjuntamente para reduzir perdas”, diz o tenente.

As situações evidenciam a necessidade de planejamento permanente e de decisões baseadas em informação técnica. Para ele, quanto maior a preparação das cidades, menor tende a ser o impacto provocado por fenômenos naturais.

Outro ponto enfatizado é o papel dos profissionais da área tecnológica nesse processo. Estudos geológicos, mapeamento de áreas vulneráveis, redes de drenagem, obras de contenção e monitoramento são algumas das frentes que dependem diretamente da atuação da Engenharia, da Agronomia e das Geociências. “Não existe prevenção sem conhecimento técnico. Cada decisão tomada antes de um evento extremo, seja no planejamento urbano, nas obras de infraestrutura ou no monitoramento das áreas, representa vidas protegidas e prejuízos evitados”, conclui.

Sobre o Crea-SP – Criada há 92 anos, a autarquia federal é responsável pela fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades dos profissionais das Engenharias, Agronomia e Geociências. Está presente nos 645 municípios do Estado, conta com cerca de 380 mil profissionais registrados e mais de 110 mil empresas registradas.

Fonte: Crea-SP douglas.reis@cdicom.com.br(reeditado)

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