A expansão do sistema Free Flow nas rodovias brasileiras traz mais fluidez para os motoristas, mas também abre uma nova frente para golpes digitais. Com a ausência de praças físicas e a cobrança feita por meio da leitura de placas ou de tags, criminosos exploram a falta de familiaridade dos usuários com o modelo para enviar falsas cobranças e induzir pagamentos indevidos.
O golpe do Free Flow ganha força em 2.026. Desde o início do ano, a Kaspersky, empresa de segurança cibernética, identificou mais de 480 sites falsos criados para simular páginas de pagamento de pedágio e enganar motoristas. As páginas podem ser usadas para roubar dados pessoais ou induzir a vítima a fazer pagamentos indevidos.
No Free Flow, o dispositivo é identificado pelo pórtico e a tarifa é direcionada automaticamente para a conta vinculada à operadora. O motorista não precisa procurar na internet o endereço de um site para descobrir se tem uma cobrança pendente, clicar em um link recebido por WhatsApp ou fazer um Pix a partir de uma mensagem inesperada.
Para Fernanda Lavorenti, superintendente Jurídica e de Controles Operacionais da Veloe, a tag pode funcionar como uma camada adicional de proteção. “A tag simplifica não apenas o pagamento, mas também a jornada de segurança do motorista. Ao passar pelo pórtico, a transação é registrada e direcionada automaticamente para a conta do cliente, reduzindo a necessidade de acessar links ou canais desconhecidos para regularizar uma cobrança. É uma forma de transformar tecnologia em conveniência e, ao mesmo tempo, reduzir a exposição do consumidor a tentativas de golpe”, afirma.
Desde o final de agosto, a segurança e a rastreabilidade dessas informações ganharam ainda uma nova aliada: a CNH Digital passou a integrar dados de pedágios Free Flow, permitindo ao motorista consultar informações como data da passagem, concessionária responsável e situação da tarifa. A medida busca justamente facilitar a identificação de débitos legítimos e reduzir a dependência de mensagens e canais não oficiais.
Com a expansão do modelo, a tendência é que a preocupação com segurança acompanhe o crescimento da tecnologia. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) estima que o número de pórticos Free Flow no País possa dobrar até o fim de 2.027. Atualmente, são 93 pórticos em operação, responsáveis por cerca de 200 milhões de passagens desde a implantação do sistema, em 2.023, de acordo com o Senatran (Secretaria Nacional de Transportes).
Sobre a Veloe
Trata-se de uma empresa de mobilidade e gestão de frotas e frete da holding Elopar, controlada pelos Bancos do Brasil e Bradesco. Nascemos para tornar o deslocamento mais fluido e a gestão de abastecimento mais eficiente. Com ampla aceitação em todas as rodovias pedagiadas do país e em mais de 30 mil estabelecimentos, entre postos, estacionamentos e oficinas, a companhia conta com parceiros estratégicos para oferecer MaaS (Mobility as a Service) como C6 Bank, BV, Banrisul, Cartões Elo e Banestes.
Com a unidade de negócios Veloe Go, a empresa oferece soluções completas de gestão de frota e frete para o segmento de transporte e logística, focadas em reduzir a burocracia e aumentar a rentabilidade de empresas e caminhoneiros autônomos.
Referência no setor, a marca divulga mensalmente o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, em parceria com a Fipe, gerando dados estratégicos para a tomada de decisões para o futuro da mobilidade no Brasil.
Fonte: <larissa.carvalho@fsb.com.br>




