Ronco frequente pode ser indicativo de problemas graves de saúde

Ronco – Pode ser um sinal indicativo de apneia, daí exigir avaliação médica. (Foto ilustrativa: Freepik grátis)

Alterações aparentemente comuns durante a noite, como o ronco frequente ou episódios de interrupção da respiração, podem indicar distúrbios que prejudicam o descanso e exigem avaliação médica. Embora muitos consideram esses sinais inofensivos, especialistas alertam que podem estar associados a problemas mais complexos relacionados à qualidade do sono.

O ronco constante nunca deve ser ignorado. “Ele pode indicar uma obstrução parcial das vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, estar ligado à apneia do sono, que é caracterizada por pausas respiratórias repetidas ao longo da noite”, explica Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco. Segundo a médica, esses episódios fazem com que o organismo desperte diversas vezes para restabelecer a respiração, fragmentando o repouso e impedindo que o corpo atinja as fases mais profundas do sono.

A especialista ressalta que, além do barulho característico, alguns sintomas podem sugerir a presença do distúrbio. “Sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça ao acordar, dificuldade de concentração e sensação de cansaço mesmo após várias horas na cama são sinais de alerta. Muitas vezes, o próprio paciente não percebe o problema, e, quem identifica as pausas respiratórias, é alguém que divide o quarto”, afirma.

Quando não diagnosticada, a apneia pode trazer consequências importantes para o organismo. “A interrupção repetida da respiração reduz a oxigenação do corpo e pode provocar alterações cardiovasculares ao longo do tempo. Existe relação com aumento da pressão arterial, maior risco de doenças cardíacas e impacto significativo na qualidade de vida”, destaca a médica.

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e exames específicos do sono. “A polissonografia é o principal teste para investigar esses quadros. Durante o exame, diversos parâmetros são monitorados enquanto o paciente dorme, permitindo identificar se há pausas respiratórias, queda de oxigenação ou alterações no padrão do sono”, explica a otorrinolaringologista.

De acordo com a médica Raquel Rodrigues, o tratamento varia conforme a gravidade e as características de cada caso. “Em situações mais leves, mudanças de hábitos podem ajudar bastante, como controle do peso, prática de atividade física e evitar álcool ou sedativos antes de dormir. Já em quadros moderados ou graves, podem ser indicados dispositivos intraorais, cirurgias ou o uso do CPAP, equipamento que mantém as vias aéreas abertas durante a noite”, afirma.

Para a especialista, é importante incentivar a população a observar sinais que muitas vezes passam despercebidos. “Dormir bem não é apenas descansar, mas um processo essencial para o funcionamento do organismo. Quando o sono é constantemente interrompido, todo o corpo sofre as consequências. Por isso, qualquer alteração persistente durante a noite deve ser investigada por um profissional”, conclui Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.

Fonte: gabriel@targetsp.com.br (reeditado).

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