‘Propósitos’ podem aumentar em cinco vezes o engajamento das equipes

Daniela Diniz - Palestra em reunião de diretoria do Ciesp. (Foto: Marcelo Chiara/Ciesp)

Ressignificar o trabalho é um dos passos fundamentais para empresas aumentarem o engajamento de seus times, segundo Daniela Diniz, diretora executiva de comunicação da consultoria global de pesquisa e gestão Great Place to Work, ao proferir palestra na última reunião de diretoria do ano, promovida pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Ela destaca que empresas que traduzem o propósito do seu negócio, conseguem aumentar em até cinco vezes o engajamento de seus profissionais.

Segundo Daniela, que é jornalista especializada em gestão de pessoas e autora de dois livros (“Grandes Líderes de Pessoas” e “25 anos de História da Gestão de Pessoas e Negócios nas Melhores Empresas para Trabalhar”), é necessário “criar rituais de conexão com os funcionários”, por meio de iniciativas como visitas, reuniões de feedback ou cafés com os setores para lembrar o papel de cada um e o impacto da empresa ou instituição junto à sociedade.

Ela afirma que há hoje no mundo uma “epidemia do desengajamento”. Dados mostram, por exemplo, que 68% dos jovens veem o trabalho principalmente como uma forma de ganhar a vida e não como uma parte importante de sua identidade ou realização pessoal (pesquisa do Bank of America e Georgetown University de 2.023). Outro dado que chama a atenção é que apenas 16% estão realmente comprometidos com o trabalho (pesquisa ADP. com 19 mil trabalhadores em 19 países – de 2.022).

De acordo com Daniela, é importante reafirmar junto aos colaboradores que eles não estão trabalhando por algo rotineiro, mas, sim, maior. O pilar estratégico “missão” (de “missão, visão, valores”) não pode se tornar apenas um quadro pendurado na parede ou um texto a ser citado em eventos solenes. Daniela mencionou ainda uma parábola medieval para explicar que os funcionários podem ver o trabalho como uma tarefa (“cortar pedras”) ou como um propósito (“construir uma catedral”).

Será que as lideranças da sua empresa estão instigando isso [o propósito] nos seus times? “Percebemos que é preciso verbalizar a missão o tempo todo, internalizar isso e que a questão da constância é muito importante”, afirma Daniela Diniz, diretora executiva de comunicação da consultoria global de pesquisa e gestão Great Place to Work.

Saúde mental e flexibilidade

Ela também chama a atenção das lideranças para a necessidade de atenção às pautas de saúde mental e de flexibilidade, que ganharam força no pós-pandemia. “É preciso estar mais atento a essa questão sobre como ter uma gestão mais flexível e isso passa também por um trabalho com as lideranças em mudar um pouco a mentalidade de algo rígido para uma gestão mais flexível, impactando em saúde e em oferecer mais qualidade de vida.

Força e coesão

O presidente do Ciesp, Rafael Cervone, encerrou a última reunião do ano com um discurso que selou também o fim de seu 1º mandato. Ele ressaltou que o período foi “complexo” e “desafiador” para o Ciesp. “Nesse período, foi necessário nos unirmos como nunca, nos reinventarmos, sermos resilientes, criativos, fortes, altivos e altruístas, porque as entidades sempre estiveram acima das pessoas. Isso nos trouxe enorme força e coesão, o que nos permitiu avançar de maneira significativa e superar imensos obstáculos aparentemente intransponíveis”, disse Cervone, reeleito para novo mandato, no período 2.026-2.029. A entidade representa cerca de oito mil empresas associadas e possui 42 diretorias em todo o Estado.

O encerramento contou também com a participação do novo presidente eleito da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, do secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Guilherme Piai Filizzola, e, do Secretário da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, Fábio Prieto de Souza.

Boas práticas empresariais indicadas pela Great Place to Work

● Conheça verdadeiramente as pessoas (ninguém quer se sentir um insumo, um trabalho excelente começa por fazer com que as pessoas se sintam tratadas como indivíduos).

● Invista em feedbacks e diálogos contínuos.

● Crie conexões.

● Diga o que fazer e não como fazer.

● Reconheça as pessoas do seu time.

● Ressignifique o trabalho.

● Não puna os erros (grandes gestores entendem erros não intencionais como parte do negócio).

● Pare de reter talentos (a empresa deve investir no crescimento e na autonomia do colaborador).

Fonte: adriana.matiuzo=viveiros.com.br@pr-agencia.com/Assessoria de Imprensa do Ciesp/Ricardo Viveiros Oficina de Comunicação (reeditado).

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