O câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), daí a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e dos cuidados com os hábitos que aumentam significativamente o risco da doença, como o tabagismo, inclusive os cigarros eletrônicos, cada vez mais populares entre os jovens.
De acordo com projeção da Fundação do Câncer, baseada em dados da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, os casos de câncer de pulmão no Brasil devem crescer 65% e a mortalidade aumentar em 74% até 2.040, caso os atuais padrões de consumo de tabaco sejam mantidos.
A principal causa do câncer de pulmão ainda é o tabagismo, responsável por cerca de 85% dos casos. “Mesmo com os avanços nas políticas públicas de controle do cigarro tradicional, o surgimento dos cigarros eletrônicos representa uma nova ameaça à saúde pública, especialmente entre os mais jovens”, alerta Carlos Fruet, oncologista da Oncoclínicas Ribeirão Preto.
Novos vilões
Segundo dados recentes do Inca, o uso de cigarro eletrônico entre adultos brasileiros atingiu 2,6% em 2.024, o maior índice desde o início da série histórica, representando cerca de 4 milhões de pessoas. O crescimento é especialmente alarmante entre jovens de 18 a 24 anos, principal faixa etária afetada por esse tipo de dispositivo.
Esses produtos são frequentemente apresentados como opções mais modernas ou ‘menos prejudiciais’, mas essa ideia é enganosa. “Além de conterem nicotina, que por si só já é altamente viciante, muitos vapes liberam compostos tóxicos que podem causar danos permanentes ao sistema respiratório”, alerta Fruet.
Pesquisas já indicam que ex-fumantes que passaram a usar vaporizadores têm maior risco de desenvolver câncer de pulmão. Embora os efeitos a longo prazo ainda estejam sendo estudados, os primeiros dados apontam para uma nova onda de dependência e doenças pulmonares, com impactos ainda desconhecidos na saúde pública.
“Estamos lidando com uma geração que, muitas vezes, não teve contato com o cigarro tradicional, mas foi seduzida por dispositivos coloridos, aromatizados e altamente viciantes. Precisamos combater a falsa ideia de que o cigarro eletrônico é inofensivo, pois não é”, completa o oncologista.
Sintomas e diagnóstico
O câncer de pulmão pode ser silencioso nos estágios iniciais, mas alguns sintomas devem acender o sinal de alerta. Tosse persistente, escarro com sangue, dor no peito, rouquidão, falta de ar, perda de peso e de apetite, pneumonia ou bronquite recorrentes, além de cansaço frequente, são sinais comuns. Em fumantes, a mudança no padrão da tosse pode ser um indicativo importante.
O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz. Por isso, “é essencial buscar ajuda médica diante de qualquer sintoma persistente, especialmente em pessoas com histórico de tabagismo”, reforça o oncologista.
Mas, segundo o especialista, a prevenção é a melhor opção. “Abandonar o cigarro e evitar qualquer forma de exposição à nicotina é, sem dúvida, uma das decisões mais importantes que alguém pode tomar pela própria saúde”, conclui Carlos Fruet, oncologista da Oncoclínicas Ribeirão Preto.
Fonte: Phabrica de Ideias <robert=phideias.com.br@imxsnd20.com>




