Milho: cada vez mais presente na mesa dos brasileiros

Cereal - Segunda maior cultura agrícola do Brasil, o milho é um alimento versátil e benéfico à saúde humana, com vasta utilização pela indústria e importante produto de exportação. (Foto: Pixabay free download.)

Base de várias receitas tradicionais em quase todo o Brasil, o milho é um alimento nutritivo e versátil, que pode ser preparado de diversas formas. Além de ser uma das principais fontes de alimento do brasileiro, tem importância estratégica em exportações do agronegócio e representa a segunda maior cultura na produção agrícola no país.

O milho é fonte de energia e nutrientes essenciais para a saúde humana. Rico em vitaminas (A, B1, B3), fibras e minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio, potássio), o cereal fortalece o sistema imunológico, melhora o funcionamento intestinal e ajuda a prevenir doenças, como reumatismo. Além disso, é fonte de carboidratos e sem glúten, uma alternativa energética para diabéticos.

Professora de nutrição da Estácio, Júlia Paiva explica que o milho apresenta carotenoides ligados à prevenção de algumas doenças degenerativas da visão, como a zeaxantina e a luteína, que estimulam o sistema imunológico e agem como antioxidantes. Ainda, conforme a professora, as fibras resultantes do processamento do milho por meio da moagem também trazem benefícios à saúde, ao influenciar o perfil das lipoproteínas (conjunto de proteínas e lipídios que ajudam no transporte da gordura pelo plasma) e nos níveis de colesterol sanguíneo.

O milho é, literalmente, um prato cheio para a indústria de alimentos. “O óleo é utilizado na formulação de margarinas, maioneses e molhos; o farelo serve para ração animal (de porcos, frangos e bois), já a farinha, o amido, a glicose, o fubá e o creme obtidos desse grão têm diversas utilidades”, diz.

O xarope de milho, por exemplo, é amplamente usado em confeitaria como adoçante. Está presente em balas de goma, chicletes, biscoitos, sorvetes, geleias e frutas cristalizadas, além de sopas desidratadas, hambúrgueres, salsichas, salames e mortadelas. No caso do hambúrguer, o açúcar evita o encolhimento da carne durante a fritura, enquanto nos embutidos, colabora para fixar a cor e dar liga. Além disso, afirma Júlia Paiva, o milho faz parte dos cereais não maltados presentes em muitas cervejas. “Outro de seus subprodutos, o corante caramelo, integra a composição de cervejas e mais bebidas alcoólicas, refrigerantes, chás, achocolatados em pó, molhos e caldas”, esclarece a professora de nutrição da Estácio, Júlia Paiva.

Clima e mercado

Atualmente o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, atrás somente dos Estados Unidos (348,75 milhões de toneladas) e da China (277,20 milhões de toneladas).

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de milho de 122,76 milhões de toneladas para a safra 2.024/2.025, número 6,1% maior na comparação com a última safra. A área plantada deve alcançar 21,14 milhões de hectares, aumento de 0,4% em relação ao ciclo anterior. Ou seja, há uma maior produtividade estimada a caminho em relação à última colheita.

A safra de milho 2.024/2.025 teve início promissor, com clima favorável, mas enfrenta desafios como pragas e risco de geada. As chuvas regulares e as temperaturas amenas favoreceram o desenvolvimento da cultura no final de 2.024 e início de 2.025. Assim, a produtividade foi beneficiada, mas a diminuição das chuvas após o mês de março traz certa preocupação para o fim do plantio do milho.

Os produtores também lidam com lavouras tardias que enfrentam alta incidência de pragas, como lagarta-do-cartucho e cigarrinha-do-milho, além de excesso de umidade em algumas áreas.

As exportações de milho em 2.024 atingiram 39,75 milhões de toneladas, uma queda de 29,84% em relação a 2.023. Por outro lado, a demanda interna por milho está aumentando, especialmente para produção de etanol e proteína animal, sendo o principal componente da ração para aves, suínos e bovinos.

A instituição

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Fonte: <andrei.santana@approach.com.br>

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