Investimentos nos Estados Unidos em 2.026

Oriente-se – Procure informar-se com pormenores antes de investir nos EUA. (Foto ilustrativa: Freepik grátis)

Ano após ano, o interesse de brasileiros por investimentos internacionais tem aumentado, sobretudo nos Estados Unidos, mercado que segue como o destino nº 1 de capital estrangeiro global. Segundo dados do Bureau of Economic Analysis (BEA), os EUA receberam mais de US$ 480 bilhões em investimento estrangeiro direto somente em 2.024, volume que reforça a posição do país como polo de atração e diversificação de investimentos, especialmente em momentos de incerteza econômica internacional.

O avanço do interesse coincide com um aumento no rigor fiscal. Adriano Murta, advogado tributarista e especialista em investimentos internacionais, orienta que o investidor brasileiro observe cinco pilares antes de aplicar recursos nos Estados Unidos. Para o especialista, cada decisão tomada antes do primeiro aporte define o nível de risco, o custo tributário e a segurança sucessória do patrimônio, tornando o planejamento prévio uma etapa determinante para a eficiência do investimento.

Clareza e objetivo

O primeiro aspecto diz respeito à clareza sobre o objetivo do investimento. Murta explica que é essa definição que orienta toda a estratégia: renda recorrente, proteção patrimonial, sucessão internacional, diversificação ou construção de portfólio para o longo prazo. “Sem uma visão inicial clara, o investidor tende a escolher estruturas incompatíveis com sua meta ou pagar mais imposto do que deveria. Objetivo mal definido gera estrutura mal escolhida – um erro que costuma sair caro”, alerta o advogado.

Estrutura jurídica

Outro ponto fundamental é a escolha da estrutura jurídica ideal, que pode envolver investimento direto como pessoa física ou formatos como Limited Liability Company (LLC), corporation ou trust. Cada opção altera a incidência tributária, o risco sucessório e o nível de exposição ao estate tax. Murta observa que muitos brasileiros investem como pessoa física sem saber que isso pode submetê-los ao imposto sucessório americano, cujo limite de isenção para estrangeiros é muito baixo.

Retenções

Também é indispensável compreender as retenções automáticas aplicadas pelo IRS, que variam conforme o tipo de rendimento e a estrutura selecionada. Sem esse conhecimento, é comum enfrentar retenções de até 30% em operações que poderiam ter cargas muito menores com documentação adequada. “Formulários como W-8BEN e enquadramentos corretos fazem diferença direta no retorno líquido. Muita gente perde dinheiro porque não envia o documento certo ou porque não entende como o IRS classifica cada operação. Quando o investidor estrutura corretamente, ele paga menos, evita surpresas e consegue planejar o fluxo de caixa de forma muito mais eficiente. É o tipo de detalhe que parece simples, mas que impacta o bolso imediatamente”, observa Adriano Murta, advogado tributarista e especialista em investimentos internacionais.

Alinhamento à legislação

Outro elemento decisivo é o alinhamento das operações às regras brasileiras. Todo investimento feito nos Estados Unidos precisa estar coerente com a legislação tributária do Brasil, especialmente nas declarações de bens, rendimentos, variação cambial e ganhos de capital. “Divergências entre o que é informado ao IRS e o que chega à Receita Federal costumam gerar questionamentos e autuações. Não existe planejamento internacional eficiente se Brasil e Estados Unidos não ‘conversam’ na documentação”.

Controle documental

Por fim, o investidor deve manter controle documental robusto, acompanhando formulários como 1042-S, 1099 e relatórios enviados por corretoras americanas. Esses documentos comprovam retenções, rendimentos e operações e são indispensáveis para evitar dupla tributação e inconsistências declarativas. A ausência deles costuma gerar retrabalho, perda de créditos tributários e dificuldade de comprovar valores perante o fisco.

Murta reforça que o maior erro dos brasileiros é investir diretamente como pessoa física sem compreender o impacto sucessório do estate tax americano. “A maioria não percebe que, para estrangeiros não residentes, o limite de isenção é baixíssimo. Sem uma estrutura adequada, o patrimônio fica vulnerável. Uma LLC, corporation ou trust pode reduzir drasticamente esse risco quando utilizada da maneira correta”, conclui.

Adriano Murta

Ele é o fundador e líder da M&P Capital Investments, especializada em assessoria e consultoria para investimentos no mercado financeiro e imobiliário dos Estados Unidos. Com mais de 20 anos de experiência, Adriano Murta se destaca por sua habilidade em simplificar o processo de investimentos para brasileiros e investidores internacionais, oferecendo soluções personalizadas, eficazes e seguras.

Fonte: Imprensa – Adriano Murta <bruno.benite@mostradeideias.com.br>

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