A Medtronic, líder global em tecnologia para a saúde, realizou recentemente encontro focado em conectar especialistas para discutir os desafios atuais da área neurovascular, compartilhar experiências clínicas e explorar o futuro das terapias. No segundo dia do evento, integralmente dedicado ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), promovido um amplo diálogo sobre como transformar a jornada dos pacientes no Brasil.
O debate é urgente. O AVC segue como uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no país, tanto que, no ano passado, registrados 89.490 óbitos, o que corresponde a um óbito a cada seis minutos. Além disso, entre janeiro e junho de 2.026, as doenças cardiovasculares causaram mais de 270 mil mortes.
Chama a atenção dos especialistas o avanço da carga de doenças cardiovasculares para faixas etárias mais jovens, com aumento expressivo nas internações de pacientes com menos de 40 anos nas últimas duas décadas.
Para reverter esse quadro e oferecer o melhor cuidado, médicos reforçam a necessidade vital de centros de atendimento estruturados de acordo com a complexidade. O fluxo ideal prevê centros de nível inicial, capacitados para o diagnóstico ágil e a aplicação de trombolítico endovenoso, e, centros de alta complexidade, estruturados para realizar a trombectomia mecânica, procedimento minimamente invasivo, fundamental para a remoção de coágulos nos AVCs isquêmicos maiores.
A estruturação da urgência do atendimento, para que o AVC seja visto como prioridade máxima, é essencial. “Isso inclui o treinamento do Samu para que se possa reconhecer os sinais mais graves e levar o paciente ao centro adequado”, pontua Michel Frudit, neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele alerta ainda para as barreiras de infraestrutura. “Em São Paulo, para uma população enorme, só há dois hospitais públicos estruturados com trombectomia mecânica (HC e Santa Marcelina), o que é muito pouco, considerando o tamanho da cidade”, observa.
A atenção ao AVC também tem se voltado para uma população ainda mais jovem: os pacientes pediátricos. O tema ganhou relevância com a publicação, em 2.026, das novas recomendações que incorporam o tratamento do AVC agudo para a faixa etária que vai do nascimento aos 17 anos. Em países desenvolvidos, a incidência chega a 1,5 criança a cada 100 mil – cerca de 70% desse grupo corre o risco de desenvolver sequelas limitantes.
“Tivemos a grata surpresa da incorporação do tratamento do AVC agudo no grupo pediátrico. É uma publicação importante que vai nos ajudar a mudar os protocolos da maioria das instituições para tratar esse grupo de crianças, que também pode ser tratado com a trombectomia mecânica com segurança e resultados excelentes”, destaca Alexandre Ulhoa, neurologista e neurocirurgião do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte (MG).
A educação da população para o reconhecimento dos sinais da doença, que muitas pessoas ainda conhecem apenas pelo termo “derrame”, é o primeiro elo da cadeia de sobrevivência. “A epidemiologia no Brasil mostra casos crescentes em pacientes mais jovens e com risco de morte. O reconhecimento dos sintomas ainda é insuficiente, não apenas pela população, mas, muitas vezes, também por profissionais de saúde. Uma vez que os tratamentos do AVC são tempo-dependentes, é necessário que o paciente busque atendimento imediato em centros estruturados, que dispõem de fluxos bem estabelecidos e equipes multiprofissionais especializadas”, orienta Michel Ferreira Machado, neurologista do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo.
“O NeuroVation Landscape evidenciou que a tecnologia e a inovação só alcançam seu potencial máximo quando caminham lado a lado com a educação médica continuada. Para a Medtronic, atuar como parceira estratégica do ecossistema de saúde significa fomentar ativamente esses espaços de aprimoramento clínico”, afirma Glauber Souza, diretor da unidade de negócios de Neurociência da Medtronic no Brasil.
Sobre a Medtronic – Pensamento ousado. Ações mais ousadas. Somos a Medtronic. A empresa, com sede em Dublin (Irlanda), é líder global em tecnologia de saúde que combate corajosamente os problemas de saúde mais desafiadores que a humanidade enfrenta, pesquisando e encontrando soluções. Sua missão – aliviar a dor, restabelecer a saúde e prolongar a vida – une uma equipe global de 90 mil pessoas em mais de 150 países. Suas tecnologias e terapias tratam 70 condições de saúde e incluem dispositivos cardíacos, cirurgia robótica, bombas de insulina, equipamentos cirúrgicos, sistemas de monitoramento de pacientes e muito mais.
Alimentados por conhecimento diversificado, curiosidade insaciável e desejo de ajudar todos os que precisam, oferecem tecnologias inovadoras que transformam a vida de duas pessoas a cada segundo, a cada hora, a cada dia.
Espere mais da Medtronic, à medida que ela capacita cuidados orientados por insights, experiências que colocam as pessoas em primeiro lugar e resultados melhores para o mundo. Em tudo o que fazem, estão projetando o extraordinário.
Fonte: matheus.duarte@bursonglobal.com(reeditado).



