Enem 2.025: monte um plano de estudos ‘matador’

Enem 2.025 - Aplicação nos dias 9 e 16 de novembro. (Foto: Freepik grátis)

Especialistas destacam a importância de um plano de estudos direcionado para o Enem 2.025, priorizando revisão de conteúdos recorrentes, equilíbrio entre questões e teoria, estratégia nas provas e prática intensiva de redação.

A pressão é enorme e vem de todos os lados. Nesta contagem regressiva para o exame que dá oportunidade de acesso às universidades públicas e a algumas particulares, os estudantes estão em busca de tornar os preparativos mais objetivos, com foco na aprovação.

O Terra conversou com professores, especialistas em Enem, para trazerem dicas de como montar o melhor plano de estudos faltando tão pouco para o exame. Lembre-se de que é impossível querer abraçar todo o conteúdo programático. Criar planos de estudo mais direcionados é a melhor opção.

Rodrigo Machado, de 45 anos, professor de química no curso pré-vestibular Anglo, aconselha que o aluno foque nos assuntos que mais caíram nos últimos quatro anos no Enem de cada disciplina. 

Sobre química, ele já dá a deixa sobre alguns dos principais assuntos: “Eletroquímica é um assunto que caiu quase todo ano. É um assunto que não tem muita conta, então aquele aluno que enfrenta dificuldade em matemática não vai se enroscar muito. Na química orgânica, dê uma olhada nas funções orgânicas, nas principais variações orgânicas, como hidrólise, saponificação, dê uma olhada em isomeria. Daí tem também a cinética química, em que um dos conteúdos mais cobrados são os fatores que alteram a velocidade.”

Outra dica que o professor dá é que o aluno não estude aqueles assuntos que não gosta por último. O melhor, segundo Machado, é começar justamente pelos mais difíceis, quando a mente está mais ‘descansada’. “Se você deixar aquele conteúdo de maior dificuldade para o momento que está mais cansado, o aproveitamento vai ser menor. Oriento para que, no dia, eles tenham um cronograma de estudos com alguns assuntos para estudar”, diz. 

O especialista em Enem, Matheus Prado, que presta consultorias para a prova além de ter sido colunista de Educação, sugere ainda que os alunos que estão prestando vestibular para um curso menos concorrido, dê maior atenção a disciplinas que não são tão necessárias àquele curso. “Quem quer história, quem quer geografia e tal, ele não sabe, mas o que vai fazer a diferença para ele, vai ser matemática. Vai aumentar a nota de forma muito mais rápida”, exemplifica. 

Isso porque a nota do Enem é gerada via Teoria de Resposta ao Item (TRI), que faz com que cada prova tenha uma nota máxima e mínima diferente, a depender do grau de dificuldade das questões e de quantos as acertaram. A avaliação de matemática costuma ser a que chega aos maiores valores, tendo, segundo Prado, atingido uma vez a nota 1000. 

Forma

Para o dia da prova, também há dicas para melhorar o desempenho. Prado sugere que o aluno comece o exame pelas questões que tem mais facilidade, assim, ele garante que não vai deixar perguntas que sabia responder em branco. “Comece pelas questões mais fáceis e por aquelas que obviamente sabe fazer, repete isso nas duas provas aplicadas aquele dia. Aí, ele passa para o gabarito. Isso já deu a base, já garantiu que as questões que se pressupunha que iria acertar, acertou mesmo”, afirma. 

No Enem, por serem muitas questões em pouco tempo, a dica é que o aluno não quebre a cabeça com algo que não saiba responder. A probabilidade, segundo Prado, é que a questão que está achando difícil também seja difícil para os concorrentes, o que diminui os números de acertos e o valor dela segundo a TRI. 

Dicas

Julia Ferreira, coordenadora da plataforma Redação Nota Mil, sugere que o aluno busque inspiração em textos que chegaram à nota máxima nos anos anteriores do exame. Além disso, Julia aconselha o estudante a ficar atento às particularidades do Enem. “A proposta interventiva é algo que só é cobrado no Enem. Então, o exame sempre vai abordar uma problemática do contexto brasileiro. Geralmente acaba vindo na frase temática, mas por vezes está nos textos motivadores. Essa ideia do contexto brasileiro é exatamente visando a essa proposta interventiva, em que o aluno deve citar órgãos públicos e apresentar uma solução”, explica. 

Outro ponto que ela pede atenção é quanto ao uso dos elementos coesivos. Apesar de eles serem cobrados em outros vestibulares, no Enem, segundo Júlia, há sempre a necessidade de usá-los principalmente entre parágrafos. Além disso, o aluno nunca pode esquecer de fundamentar bem suas referências teóricas.

Fonte: Maria Clara Andrade/Redação Terra.

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