A conta de luz está mais cara em junho, com a entrada da bandeira tarifária de energia vermelha, no patamar 1. Com essa mudança da Aneel, os consumidores têm de pagar um adicional na fatura de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora utilizados.
Segundo o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Ahmed El Khatib, além de pesar no bolso, o aumento poderá ter impacto na inflação oficial medida pelo IPCA. O aumento pode chegar a dezenas de reais por mês – depende dos hábitos de consumo da família.
Para minimizar o impacto no orçamento familiar, é essencial adotar medidas de eficiência energética e conscientização do consumo. A economia doméstica também é fundamental para contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico brasileiro, afirma o financista.
Bandeiras
O professor El Khatib lembra que o modelo de bandeiras tarifárias (criado em 2.015) é considerado por especialistas do setor mais efetivo do que o anterior para as famílias lidarem com seus orçamentos.
Antes das bandeiras, o repasse dos custos extras da geração de energia era feito apenas nos reajustes tarifários anuais, sem informar o consumidor sobre o preço atual da energia. “Com o sistema de bandeiras, o consumidor recebe um sinal claro sobre o custo da energia no momento, permitindo que ele adapte seu consumo. Isso incentiva um uso mais consciente e responsável da eletricidade, contribuindo para a redução da necessidade de acionar usinas termelétricas, que encarecem a conta”, acrescenta.
Além disso, o modelo de bandeiras tarifárias permite que os custos extras sejam repassados mensalmente às distribuidoras de energia, evitando o acúmulo de dívidas e a necessidade de reajustes tarifários mais altos no futuro.
O professor da Fecap reúne algumas orientações importantes para ajudar os consumidores a economizarem na conta.
Eletrodomésticos
• Utilizar a capacidade máxima das máquinas de lavar e secar;
• Ficar atento à quantidade de sabão nas máquinas de lavar, evitando repetir a operação de enxágue;
• Desligar ou retirar da tomada os eletrodomésticos quando não estiverem em uso;
• Evitar deixar aparelhos em stand-by, pois continuam consumindo energia.
Iluminação
• Substituir lâmpadas incandescentes por opções mais eficientes, como LED;
• Aproveitar a iluminação natural sempre que possível;
• Apagar as luzes ao sair de um ambiente.
Aquecimento e resfriamento
• Utilizar ar-condicionado apenas quando necessário e ajustar a temperatura para 23°C;
• Manter portas e janelas fechadas quando o ar-condicionado estiver ligado;
• Evitar o uso excessivo de chuveiros elétricos e optar por banhos mais curtos.
Conscientização e hábitos
• Orientar todos os membros da família sobre a importância de economizar energia;
• Monitorar regularmente o consumo de energia e ajustar hábitos conforme necessário;
• Compartilhar dicas de economia de energia com amigos e familiares.
O especialista – Ahmed Sameer El Khatib é doutor em Finanças e em Educação, mestre em Ciências Contábeis e Atuariais, graduado em Ciências Contábeis, pós-doutor em Contabilidade e pós-doutor em Administração. É graduando e doutorando em Psicologia Clínica. É professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A instituição
Localizada na Liberdade, região central da Capital Paulista, a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) é referência nacional em educação na área de negócios desde 1.902. Proporciona formação de alta qualidade no Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), graduação, pós-graduação, MBA, mestrado, extensão e cursos corporativos e livres.
Fonte: Vagner Lima atendimentoimprensa@fecap.br




