Os tumores cerebrais são ainda cercados por estigmas e desinformação. Por isso, alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, os avanços no tratamento e os desafios enfrentados por pacientes e familiares diante de um dos tipos de câncer mais complexos da medicina.
Segundo dados do Global Cancer Observatory (Globocan, 2.022), mais de 321 mil novos casos de tumores no cérebro e sistema nervoso central (SNC) foram diagnosticados no mundo naquele ano, com cerca de 248 mil mortes. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima mais de 12 mil novos casos de tumores no sistema nervoso central a cada ano, entre 2.026 e 2.028, entre adultos e crianças. A incidência costuma ser maior em indivíduos brancos, enquanto a mortalidade é mais elevada entre homens.
Apesar de raros em comparação a outros tipos de câncer, os tumores cerebrais estão entre os mais letais, especialmente em sua forma mais agressiva: o glioblastoma.
Classificação e tipos
Os tumores cerebrais são classificados como primários (originados no cérebro ou nas meninges) ou secundários (resultantes de metástases de outros cânceres, como pulmão, mama ou pele). De acordo com Flávio Brandão, oncologista da Oncoclínicas, entre os primários, destacam-se os meningiomas, gliomas e meduloblastomas. “Existem vários tipos de tumores cerebrais, cada um derivado de células diferentes. Os mais comuns são os meningiomas, originados das células da meninge – membrana que recobre o sistema nervoso central -, e os gliomas, que se formam a partir das células da glia, responsáveis por sustentar os neurônios. Já os meduloblastomas são mais frequentes em crianças e com possibilidade de disseminação pelo líquor”, explica o oncologista. Ependimomas, craniofaringiomas, adenomas hipofisários e outros tipos raros também compõem o espectro dos tumores primários.
Sinais e investigação
Os sintomas variam de acordo com a localização do tumor no cérebro e costumam ser progressivos.
Os mais comuns
• Dor de cabeça persistente, especialmente ao acordar ou ao se deitar.
• Náuseas e vômitos sem causa aparente.
• Convulsões em pessoas sem histórico.
• Alterações de visão, audição, fala ou equilíbrio.
• Perda de memória, confusão mental e mudanças de comportamento.
• Fraqueza em um lado do corpo.
Como muitos desses sinais podem ser confundidos com outras doenças neurológicas, o diagnóstico muitas vezes é tardio. Por essa razão, qualquer sintoma persistente ou progressivo deve ser avaliado com exames de imagem, como tomografia computadorizada e preferencialmente ressonância magnética.
Abordagem integrada
O tratamento do câncer cerebral depende do tipo, da localização e da gravidade do tumor, além da idade e da condição clínica do paciente. A cirurgia continua a principal estratégia com intenção curativa, sempre que possível, buscando a remoção máxima do tumor sem comprometer funções neurológicas importantes. “A radioterapia é frequentemente utilizada como complemento à cirurgia ou como principal forma de tratamento quando a remoção do tumor não é possível. Já a quimioterapia tem mostrado boa resposta em determinados gliomas”, destaca Flávio Brandão, oncologista da Oncoclínicas.
Avanços em terapias como anticorpos, terapias-alvo e estudos com células CAR-T para glioblastomas recidivados são estudados como possibilidades terapêuticas no futuro.
Paralelamente, a reabilitação – com fisioterapia, fonoaudiologia e apoio psicológico – é fundamental para preservar a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes. “Muitas vezes os pacientes têm que passar por um processo de reabilitação na tentativa de readquirir algumas funções perdidas”, diz Flávio Brandão.
De acordo com a National Brain Tumor Society, a taxa de sobrevivência relativa em cinco anos para pacientes americanos com tumores cerebrais malignos é de 35,7%. No caso do glioblastoma, esse índice cai para apenas 6,9%. Contudo, esse número pode melhorar com acesso rápido ao diagnóstico, centros especializados e terapias de ponta.
Prevenção
A maioria dos tumores cerebrais não tem causa conhecida e, portanto, não são preveníveis. No entanto, fatores de risco incluem síndromes genéticas hereditárias, exposição à radiação ionizante ou até a infecções, como os linfomas.
História familiar de tumores cerebrais ou outras neoplasias pode indicar síndromes genéticas como a de Li-Fraumeni, Neurofibromatose, von Hippel-Lindau, Turcot ou Esclerose Tuberosa. “Além disso, infecções como Epstein-Barr e HIV, imunossupressão e exposição a substâncias como o cloreto de vinil (usado na produção de PVC) também podem elevar o risco. A recomendação é evitar exposição desnecessária à radiação e realizar acompanhamento periódico quando há risco genético elevado”, finaliza o oncologista.
A empresa
A Oncoclínicas&Co, um dos principais grupos dedicados ao tratamento do câncer no Brasil, oferece um modelo hiperespecializado e inovador voltado para toda a jornada oncológica do paciente. Presente em mais de 140 unidades em 47 cidades brasileiras, a companhia reúne um corpo clínico formado por mais de 1.700 médicos especializados na linha de cuidado do paciente oncológico. Com a missão de democratizar o acesso à oncologia de excelência, realizou cerca de 670 mil tratamentos nos últimos 12 meses.
Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, a Oncoclínicas segue padrões internacionais de alta qualidade, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica.
É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, e mantém iniciativas globais como a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e a participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice Idiversa da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade.
Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente.
Saiba mais em: www.oncoclinicas.com.
Fonte: <mariana.santos@digitaltrix.com.br>



