Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo publica a portaria nº 6/2.026, que institui o Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante. Estabelecidos protocolos técnicos para monitoramento, contenção e eliminação dessa planta invasora, considerada uma das principais ameaças fitossanitárias para lavouras de grãos.
O plano é estratégico para proteger a produção de soja, milho e algodão no Estado, evitando “perdas que podem chegar a até R$ 13 bilhões com a quebra de produtividade que essa erva daninha pode causar”, comenta Luiz Henrique Barrochelo, diretor da Defesa Agropecuária.
O plano operacional detalha a forma de atuação da Defesa Agropecuária em todo o território paulista, organiza os procedimentos de identificação de suspeitas, confirmação laboratorial, delimitação de áreas afetadas, interdição quando necessária e execução de medidas obrigatórias de erradicação da praga. A coordenação das ações fica a cargo do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, com execução descentralizada pelos Departamentos Regionais de Defesa Agropecuária no Estado.
Entre as medidas previstas, estão a definição técnica de áreas de contenção no entorno de focos identificados, restrições ao trânsito de máquinas e materiais com potencial de disseminação, limpeza técnica de equipamentos agrícolas e acompanhamento periódico das áreas sob monitoramento. O plano também estabelece protocolos de fiscalização, rastreabilidade das ocorrências e registro georreferenciado das áreas afetadas, permitindo maior controle das ações em campo. “Vamos capacitar as equipes da Defesa Agropecuária em todo o Estado para que a operacionalização do plano comece de forma rápida e padronizada, garantindo resposta ágil e eficiente no combate ao caruru-gigante”, destaca Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.
A normativa também reforça a obrigatoriedade de comunicação imediata à Defesa Agropecuária em caso de suspeita ou identificação da planta. A comunicação pode ser feita pelo produtor rural, ocupante da área ou profissional das Ciências Agrárias que identifique a ocorrência, permitindo que as equipes técnicas realizem vistoria e adotem as medidas cabíveis.
Quarentenária
O caruru-gigante é uma espécie invasora com elevado potencial de competição com culturas agrícolas, pode causar perdas expressivas de produtividade quando não controlada de forma adequada. Por isso, o plano estadual estabelece medidas de prevenção e mitigação relacionadas às principais vias de disseminação, como contaminação de sementes, trânsito de máquinas e implementos agrícolas e movimentação de solo ou cargas.
A íntegra da portaria pode ser consultada no Diário Oficial do Estado.
Fonte: <caique.ribeiro@cdicom.com.br>




