Vestibulares do segundo semestre: como se preparar

Dicas - Especialista do Colégio Leonardo da Vinci destaca a importância do preparo emocional e da estratégia de estudos na reta final para os principais exames. (Foto: Freepik grátis)

De acordo com a Fuvest, mais de 100 mil candidatos são esperados apenas para a prova da USP, cuja primeira fase está marcada para 17 de novembro. Já a Unicamp aplicará a primeira etapa em 20 de outubro. E o Enem, que também dá acesso a diversas universidades públicas e privadas, será realizado nos dias 2 e 9 de novembro.

Com a aproximação dos exames neste segundo semestre, cresce a mobilização de estudantes em todo o país que, além de garantir domínio sobre os conteúdos cobrados, também enfrentam o desafio de manter o equilíbrio emocional, a organização e a constância nos estudos.

Para Wagner Venceslau Dias, diretor pedagógico do Colégio Leonardo da Vinci, essa é uma fase decisiva do ponto de vista acadêmico, mas, sobretudo, da construção da autonomia e da gestão emocional dos estudantes. “A reta final do ensino médio é um momento de intensa pressão, em que os jovens precisam lidar com expectativas familiares, ansiedade e autocobrança. Por isso, nosso trabalho como instituição de ensino vai muito além da preparação técnica. Temos que oferecer apoio psicológico, orientação de estudos personalizada e acompanhamento individualizado dos alunos, para que se sintam confiantes e protagonistas de sua jornada”, afirma.

Segundo o Instituto Semesp, 68% dos jovens que prestam vestibulares afirmam sentir ansiedade acima do normal durante o período de preparação, o que reforça a necessidade de um suporte integrado entre família e escola e, conforme Dias, é parte essencial nesse processo.

Diante desse cenário, embora a preparação deva começar com antecedência, o período que antecede as provas é decisivo para consolidar o conhecimento e ajustar eventuais dificuldades. De acordo com Wagner Dias, a principal recomendação é que os estudantes organizem sua rotina com foco em revisão de conteúdos, realização de simulados e controle da carga emocional. “Nessa etapa, o ideal não é tentar aprender tudo o que ainda não foi estudado, mas sim revisar os principais temas, treinar a resolução de questões e redobrar a atenção com a gestão do tempo e a interpretação dos enunciados. Simulados são aliados valiosos, pois ajudam a identificar lacunas e desenvolver resistência para provas longas, como o Enem”, orienta o porta-voz.

Montar um cronograma de estudos realista e equilibrado também é fundamental. A recomendação é distribuir o tempo entre as diferentes disciplinas de acordo com o peso que elas têm em cada vestibular e com o nível de domínio que o estudante já possui em cada uma delas. Além disso, intervalos para descanso, lazer e sono adequado devem ser respeitados para garantir o rendimento cognitivo.

Outro ponto crucial, segundo Wagner Venceslau Dias, diretor pedagógico do Colégio Leonardo da Vinci, é aprender a lidar com o nervosismo e trabalhar o autoconhecimento e o controle da ansiedade por meio de rodas de conversa, técnicas de respiração, alongamento e até mesmo práticas de mindfulness podem ajudar a manter o foco e a tranquilidade no momento da prova.

Cada estudante percorre um caminho único. “A comparação com os colegas pode ser fonte de insegurança, por isso sempre reforçamos que o importante é a consistência da trajetória individual. Revisar, praticar e manter a mente equilibrada são atitudes que fazem a diferença nesse momento decisivo”, conclui o diretor do Colégio Leonardo da Vinci.

Fonte: <luciana.vianna@mgapress.com.br>

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