Aumento dos casos de sarampo em São Paulo leva autoridades de saúde a reforçarem a vacinação no Estado. Em 2.026, já confirmados 23 casos da doença. Por conta desse cenário, surge a dúvida na população sobre a diferença entre sarampo e catapora. As duas doenças virais são frequentemente confundidas por provocarem alterações na pele, mas possuem causas e evoluções distintas.
“O sarampo é uma infecção causada por um dos vírus mais contagiosos conhecidos, transmitido principalmente por gotículas respiratórias eliminadas durante a fala, a tosse, ou o espirro, podendo ser transmitido antes mesmo do aparecimento completo dos sintomas, o que favorece a ocorrência de surtos”, explica Alice Del Colletto, professora e coordenadora do Curso de Biomedicina da Estácio.
Segundo a especialista, a catapora apresenta um comportamento diferente. “A catapora é provocada pelo vírus varicela-zóster e, apesar de também ser transmitida pelas vias respiratórias e o contato com as lesões de pele, costuma evoluir de outra forma. Sua principal característica é o surgimento de pequenas bolhas que provocam coceira intensa e aparecem em diferentes fases pelo corpo. Já o sarampo costuma causar febre alta, tosse, coriza, olhos avermelhados, sensibilidade à luz e manchas avermelhadas que geralmente começam no rosto e depois se espalham para outras regiões do corpo”, completa.
Alice frisa que a volta da circulação do sarampo está diretamente relacionada à queda da cobertura vacinal registrada nos últimos anos. “Quando a cobertura vacinal diminui, o vírus encontra mais pessoas suscetíveis e consegue voltar a circular. A vacinação é uma ferramenta coletiva, ou seja, além de proteger quem recebe a vacina, contribui para reduzir a transmissão e proteger os que não podem ser imunizados por condições específicas de saúde. A vacina tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – é segura, altamente eficaz e fundamental para evitar novos surtos”, afirma.
“De forma geral, quem teve sarampo desenvolve uma resposta imunológica duradoura e permanece protegido pelo resto da vida. Casos de reinfecção são extremamente raros e costumam estar associados a alterações importantes do sistema imunológico. Mesmo assim, manter a vacinação atualizada conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações continua sendo essencial para reduzir a circulação do vírus e proteger toda a população”, informa a professora.
Seja sarampo ou catapora, a principal forma de prevenção é a vacina. A imunização protege contra as formas mais graves das doenças e contribui para reduzir a circulação dos vírus na população.
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Fonte: andrei.santana@approach.com.br/Assessoria de Imprensa – Estácio Approach Comunicação.



