Por que tantos odores diferentes no corpo

Explicação - O corpo humano possui diferentes conjuntos de microorganismos (microbiomas), que se alimentam do suor e geram cheiros muitas vezes desagradáveis. (Foto: Pixabay free download)

Já parou para pensar que o corpo humano produz diversos tipos de odores, uns mais intensos, outros nem tanto. Mas por que tantos cheiros peculiares no mesmo corpo? Para saber mais, é preciso entender a relação do cheiro com o suor.

O corpo é uma máquina de produzir suor. São mais de 2,5 milhões de glândulas sudoríparas (responsáveis pelo suor). Afinal, a transpiração (suor) é vital para regular a temperatura corporal (mantendo entre 36 e 37,2 graus) mesmo quando se movimenta.

São produzidos dois tipos de suor: um mais oleoso e outro mais aquoso. Cheiros de chulé, cecê, entre outros odores, são o resultado do encontro do suor oleoso com as bactérias presentes na pele. Ao se “alimentarem” desse tipo de suor mais oleoso, as bactérias expelem resíduos com odores, gerando o mau cheiro.

Portanto, o suor oleoso só vira odor ao entrar em contato com as bactérias, resultando em um processo metabólico que vai trazer um “cheirinho” indesejado a qualquer momento do dia, mesmo durante o sono.

Os diferentes tipos de odores ocorrem principalmente porque o corpo reúne diferentes microbiomas, que são um conjunto de microorganismos (bactérias, fungos, entre outros) que vivem no corpo humano. É como se em cada área do corpo houvesse um processo único de “geração de odor”.

“Os diversos microbiomas possuem suas características, que geram odores distintos quando em contato com o suor oleoso, produzido pelas glândulas apócrinas. Essa diversidade de cheiros requer tecnologias de desodorização de acordo com cada área do corpo. Antitranspirantes como Rexona possuem tecnologia com formulação que atende especialmente o problema do suor e odor das axilas. Ele consegue combater as bactérias que causam o mau cheiro nessa área do corpo e ainda combate de maneira eficiente o suor aquoso, não deixando a famosa marca de pizza embaixo dos braços”, explica Alessandra Rebouças, coordenadora de desenvolvimento na Unilever, empresa dona das marcas Rexona, Dove e Dove Men + Care.

Costuma-se associar, por exemplo, o cheiro do chulé com queijo azedo. Essa comparação existe porque as bactérias que habitam a região do pé se alimentam do suor, de células mortas e da queratina. Essa mistura de “alimentos” na sola do pé resulta em um processo metabólico que libera compostos químicos (como enxofre), que lembram o odor característico do queijo.

Determinadas áreas do corpo

Existem dois tipos de glândulas sudoríparas: as écrinas e as apócrinas. As glândulas apócrinas se concentram principalmente nas regiões da axila, genital e perianal, produzindo um suor mais oleoso. Em contato com as bactérias, o suor nessas áreas do corpo resulta em um odor mais forte e acentuado.

Não à toa, os odores corporais normalmente mais intensos estão em áreas de maior concentração de glândulas apócrinas (nas axilas e virilhas).

Desodorante e antitranspirante

Os desodorantes, como o próprio nome diz, agem no sentido de neutralizar as bactérias na região onde o produto foi aplicado. A neutralização das bactérias na área em que o desodorante foi aplicado é fundamental para evitar o odor.

Já os antitranspirantes têm a função de controlar o suor. Por controlar a produção de suor, os antitranspirantes impedem a formação de “pizzas”. Além de controlar o suor, o antitranspirante tem ação sobre as bactérias e, consequentemente, acaba também controlando o mau odor. Portanto, antitranspirantes como Rexona possuem dupla função – no controle do suor e de odor das axilas.

Fonte: Comunicação Unilever <bruno.prado@inpresspni.com.br>

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