Onde colocar o ar-condicionado? Erros de instalação comprometem eficiência, decoração e economia

Ar-condicionado – Informe-se sobre os cuidados na escolha do local e os deslizes mais comuns ao instalar o aparelho na cozinha, embutido em forros de gesso e sobre papéis de parede. (Foto ilustrativa: Magnific grátis)

Na hora de reformar ou redecorar um imóvel, o planejamento do sistema de climatização costuma ser encarado apenas como uma decisão estética ou de conforto térmico. No entanto, o local escolhido para posicionar a unidade interna (evaporadora) e os métodos de fixação podem ditar a vida útil do aparelho, a conta de luz e até a integridade dos revestimentos do ambiente.

Para orientar consumidores, arquitetos e amantes do DIY (faça você mesmo), Romenig Magalhães, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Gree Electric Appliances, uma das líderes mundiais no setor, aponta os erros mais recorrentes de posicionamento e como evitá-los.

“O ar-condicionado precisa ‘respirar’ e fazer o ar circular de maneira uniforme. Quando é instalado no lugar errado, o termostato faz leituras incorretas, o compressor trabalha sobrecarregado e o consumo de energia dispara. Além disso, falhas simples de infraestrutura podem estragar papéis de parede e danificar forros de gesso”, alerta Romenig.

Erros clássicos por ambiente e revestimento

1. Cozinha: Gordura e chamas no caminho do ar

Instalar o ar-condicionado na cozinha tornou-se comum nas plantas integradas, mas exige atenção redobrada.

O erro: posicionar a evaporadora muito próxima da área do fogão ou cooktop.

O impacto: o aparelho aspira a gordura e o vapor do cozimento, o que impregna rapidamente a serpentina e os filtros, reduzindo a capacidade de refrigeração e gerando maus odores. Outro perigo é o vento direcionado apagar as chamas do fogão a gás.

A solução: “o aparelho deve ser instalado na parede oposta ou o mais distante possível da área de cocção. Na cozinha, também é fundamental calcular uma carga térmica (BTUs) maior, devido ao calor gerado por fornos e geladeiras”, orienta o especialista da Gree.

2. Forros de gesso e drywall: risco de trincas e infiltrações

O rebaixamento de teto é um recurso decorativo muito utilizado, mas pede cuidados estruturais e de drenagem.

O erro: fixar a unidade Hi-Wall diretamente na placa de gesso ou instalar o aparelho colado no teto sem espaço de respiro.

O impacto: o gesso não suporta a vibração e o peso do equipamento a longo prazo. Além disso, se o aparelho ficar encostado no teto (sem a distância mínima de 10 cm a 15 cm), o fluxo de retorno do ar fica bloqueado. Caso haja qualquer entupimento na mangueira de dreno, a água transborda e destrói o forro.

A solução: “o suporte do ar-condicionado deve ser ancorado na parede de alvenaria por trás do gesso. E, no caso dos modelos Cassete (embutidos no teto), a sustentação precisa ser feita por tirantes presos diretamente na laje superior”, explica Romenig.

3. Papel de parede: a ordem dos fatores altera o resultado

Aplicar papel de parede valoriza o ambiente, mas a umidade da tubulação pode comprometer o revestimento.

O erro: fazer recortes de tubulação com o papel já aplicado ou economizar no isolamento térmico dos tubos de cobre.

O impacto: tubulações sem isolamento individual “suam” devido ao contraste de temperatura. Essa condensação escorre por trás do papel de parede, criando bolhas, manchas de mofo e descolamento do revestimento.

A solução: a sequência correta da obra é fundamental: primeiro, conclui-se a infraestrutura de alvenaria e dreno; em seguida, aplica-se o papel de parede; por último, instala-se a evaporadora sobre o papel já seco. “Na hora das manutenções e limpezas futuras, o técnico deve sempre utilizar a lona coletora com proteção para não molhar nem rasgar o papel”, reforça.

Checklist do P&D da Gree: Onde NÃO instalar o ar-condicionado

• Colado no teto: deixe sempre entre 10 cm e 15 cm de folga da parte superior para garantir a correta captação do ar ambiente.

• Ao lado de lâmpadas quentes ou TVs: a proximidade com fontes de calor engana o sensor de temperatura do aparelho, o que faz o compressor trabalhar mais tempo sem necessidade.

• Circuitos de alimentação elétrica e sistema de drenagem: adequados a cada ambiente, capacidade e modelo.

• Direcionado para a cabeceira da cama ou sofá: o jato frio contínuo no corpo causa desconforto e ressecamento das vias aéreas.

• Em paredes que pegam sol forte o dia todo (condensadora): a unidade externa precisa de ventilação e sombra relativa para trocar calor de forma eficiente.

• Sem o procedimento de vácuo: ignorar o vácuo na tubulação durante a instalação deixa umidade no sistema, o que corrói o motor por dentro e invalida a garantia.

A instalação adequada é responsável por mais de 50% do bom desempenho do produto ao longo dos anos. “Escolher a capacidade certa de BTUs e contar com mão de obra credenciada garante que o consumidor desfrute do conforto térmico sem surpresas desagradáveis na infraestrutura da casa”, conclui Romenig Magalhães.

A empresa

Fundada em 1991 e listada na Bolsa de Valores de Shenzhen em 1996, a Gree Electric Appliances, Inc. é um líder global em soluções de climatização e eletrodomésticos, com sede em Zhuhai (China). Com cerca de 80.000 funcionários e 77 bases de produção em todo o mundo, oferece produtos inovadores em mais de 190 países.

A empresa se destaca por seu compromisso com a qualidade, o desenvolvimento sustentável e a inovação tecnológica, com mais de 120 mil patentes. Presente no Brasil desde 2001, conta com uma filial em Manaus, capital do Amazonas.

A Gree é a primeira empresa chinesa de eletrodomésticos a investir e construir uma fábrica no Brasil, tornando-se símbolo da capacidade de cooperação entre China e Brasil. A fábrica brasileira tem cerca de 100 mil metros quadrados e conta com mais de 1.500 funcionários.

Fonte: Gree Eletric Appliances <alessio.venturelli@agenciamaquina.com>

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