Campanha de Multivacinação 2.026, já iniciada, prossegue até 1º de setembro, com o Dia D nacional marcado para 22 de agosto – oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. O objetivo do Ministério da Saúde é atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e elevar as coberturas vacinais em todo o país. A ação reforça a proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites – e amplia a proteção coletiva por meio da vacinação.
Para viabilizar a campanha, distribuídas 1,5 milhão de doses de vacinas às Unidades da Federação. Ao longo de 2.026, o Ministério da Saúde já destina mais de 177 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal, garantindo o abastecimento da rede e o apoio às estratégias de vacinação.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis. Manter altas coberturas é fundamental para proteger crianças e adolescentes, reduzir a circulação de vírus e bactérias e evitar o retorno ou a disseminação de doenças que podem causar complicações graves, sequelas e até mortes.
Evitáveis – Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.
Pneumocócica – Esta é a primeira edição da multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites – indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal. A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário, como a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a vacinação contra a covid-19 para crianças, conforme as indicações específicas de cada imunizante.
Seletiva – Profissionais de saúde vão conferir a caderneta e aplicar somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto. Pais e responsáveis devem levar o documento aos serviços de vacinação.
Disponíveis – Durante a estratégia, poderão ser ofertadas, conforme idade, histórico vacinal e indicação.
● BCG.
● Hepatite B.
● Penta (DTP/Hib/HB).
● Poliomielite (VIP).
● Rotavírus humano.
● Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente.
● Meningocócica C.
● Influenza.
● Covid-19.
● Febre amarela.
● Meningocócica ACWY.
● Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
● Varicela.
● DTP;
● Hepatite A.
● dT.
● HPV4.
● Dengue tetravalente.
Sarampo – Como parte da mobilização, o Ministério da Saúde intensificará a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses três municípios, a orientação é ampliar a oferta da vacina para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, de forma indiscriminada, durante a estratégia. Medida adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus e busca elevar a cobertura vacinal, ampliar a proteção da população e reduzir o risco de transmissão.
Tríplice viral – A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é adicional e não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e aos 15 meses. A necessidade de vacinação das demais faixas etárias será verificada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. A atualização da caderneta durante a campanha também permite identificar e corrigir eventuais atrasos na vacinação contra outras doenças previstas no Calendário Nacional.
Abastecimento – Na estratégia de intensificação contra o sarampo, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já distribuídas em 2.026 aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões já aplicadas no país. Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da vacinação contra o sarampo. Até o momento, aplicadas mais de 94,8 milhões de doses das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Poliomielite – Desde 3 de agosto de 2.026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina contra poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade. A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2.024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença ainda não erradicada mundialmente. O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é fundamental que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Fonte: Secom da Presidência da República <iago.cavalcanti@fsbcomunicacao.com.br>




