O consumidor que pretende comprar um ar-condicionado nos próximos meses vai encontrar mudanças importantes na etiqueta de eficiência energética do Inmetro. O órgão adota o Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal (IDRS), metodologia que avalia o consumo de energia dos equipamentos de forma mais próxima do uso real, considerando variações de temperatura e funcionamento em carga parcial.
Na prática, a mudança torna os testes mais rigorosos e alinhados a padrões internacionais. “Antes, a medição era feita em condições fixas. Agora, o desempenho é avaliado ao longo do tempo, simulando situações mais comuns do dia a dia”, explica Romenig Magalhães, supervisor de P&D da Gree Electric Appliances, maior fabricante de ar-condicionado do mundo.
Mudanças para o consumidor
Uma das alterações mais visíveis está na escala da etiqueta do Inmetro, que já passou de A a D para A a F. Com isso, equipamentos que antes recebiam classificação ‘A’ podem não manter o mesmo selo se não atenderem aos novos critérios. Segundo especialistas, isso não significa necessariamente que um produto seja ruim, mas que a régua ficou mais alta. “As classificações A e B continuam indicando bons níveis de eficiência energética. O importante é entender que agora a comparação é mais precisa”, afirma Magalhães.
Bolso e conta de luz
Com o aumento do uso de ar-condicionado no verão e a adoção recorrente de bandeiras tarifárias, a eficiência energética ganhou ainda mais peso na decisão de compra. Equipamentos mais eficientes tendem a consumir menos energia ao longo do tempo, o que faz diferença no orçamento doméstico. “Um aparelho que opera de forma mais equilibrada, sem picos constantes de consumo, contribui para reduzir o impacto da climatização na conta de luz, especialmente em períodos de uso intenso”, explica o especialista.
Mudanças
O IDRS prevê uma nova etapa a partir de 2.026, quando os critérios mínimos de eficiência serão novamente elevados. Isso deve acelerar a substituição de modelos antigos e incentivar o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes no setor. “É um movimento que já aconteceu em outros mercados. As normas evoluem para estimular inovação e reduzir o consumo energético no longo prazo”, diz Romenig Magalhães, supervisor de P&D da Gree Electric Appliances.
A Gree, que possui laboratório psicrométrico próprio homologado pelo Inmetro, realiza internamente as medições de desempenho e eficiência de seus aparelhos, garantindo conformidade, precisão e agilidade no desenvolvimento de novos produtos.
Escolha
Para o consumidor, algumas orientações ajudam a evitar erros na hora da compra.
• Conferir a etiqueta do Inmetro e comparar produtos da mesma categoria.
• Priorizar modelos com classificação A ou B.
• Escolher o dimensionamento correto (BTU/h) para o ambiente.
• Avaliar tecnologias que favorecem eficiência ao longo do uso, como sistemas inverter.
Entender essas informações permite uma decisão mais consciente, que considera não só o preço do aparelho, mas também o custo de uso ao longo do tempo, conclui o especialista.
Gree Electric
Fundada em 1.991 e listada na Bolsa de Valores de Shenzhen em 1.996, a Gree Electric Appliances, Inc. é líder global em soluções de climatização e eletrodomésticos, com sede em Zhuhai (China). Com cerca de 80.000 funcionários e 77 bases de produção em todo o mundo, a Gree oferece produtos inovadores em mais de 190 países.
A empresa se destaca por seu compromisso com a qualidade, desenvolvimento sustentável e inovação tecnológica, possuindo mais de 120 mil patentes. Presente no Brasil desde 2.001, conta com uma filial em Manaus (AM).
A Gree é a primeira empresa chinesa de eletrodomésticos a investir e a construir uma fábrica no Brasil, tornando-se símbolo da capacidade de cooperação entre China e Brasil. A fábrica brasileira tem cerca de 100 mil metros quadrados e conta com mais de 1.500 funcionários.
Fonte: <alessio.venturelli=maquinacohnwolfe.com@imxsnd101.com>



