Glaucoma: previna-se da cegueira

Números - Sociedade Brasileira de Oftalmologia estima que 2,5 milhões de brasileiros tenham a doença ocular e quase 70% ainda não saibam. (Imagem: Pixabay free download)

O glaucoma não tem cura e, quanto mais demora a ser tratado, maior o risco de causar cegueira irreversível. A doença geralmente se manifesta a partir dos 40 anos, mas também pode surgir em bebês. Ela se caracteriza pelo aumento da pressão intraocular, em consequência de um desequilíbrio na produção e na drenagem do líquido interno do olho, que danifica o nervo óptico.

Para aumentar a conscientização sobre a doença e a importância dos exames oftalmológicos preventivos, a organização global independente, World Glaucoma Association, observa que, muitas vezes, a doença evolui sem causar sintomas iniciais, o que atrasa o tratamento e contribui para que o glaucoma figure como a principal causa de cegueira irreversível no mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia. A estimativa da entidade é de que até 2,5 milhões de brasileiros estejam com a doença e quase 70% desse total ainda não saibam do diagnóstico.

Matheus Bedendo Rodrigues da Silva, glaucomatólogo do H. Olhos, Hospital de Olhos da rede Vision One, explica que “um sinal importante de glaucoma é a perda da visão periférica, quando ocorre uma redução na capacidade de visualizar objetos localizados nas bordas do campo visual”.

O médico cita outros sintomas que podem surgir:

– dor de cabeça e nos olhos;

– vermelhidão nos olhos;

– visão turva e dificuldade para enxergar;

– halos em arco-íris em volta das luzes;

– sensibilidade à luz;

– aumento no tamanho das pupilas;

– perda súbita de visão.

O tratamento varia de acordo com o tipo da doença, o estágio e a resposta do paciente, sendo que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos permanentes à visão. O médico diz que existem diferentes tipos de glaucoma e cita os quatro principais:

– Glaucoma Primário de Ângulo Aberto – Tipo mais comum de glaucoma, de progressão lenta e geralmente assintomática, afeta mais os adultos e geralmente é hereditário;

– Glaucoma de Ângulo Fechado – Ocorre com maior frequência em pessoas de origem asiática a partir dos 60 anos, pode se apresentar na forma crônica, ao longo do tempo, ou aguda, como uma emergência médica;

– Glaucoma Congênito – O tipo mais raro de glaucoma está presente a partir do nascimento e pode ser causado por mutações genéticas específicas, sendo que a hereditariedade desempenha um papel importante;

– Glaucoma Secundário – Esta forma de glaucoma geralmente ocorre como resultado de outra condição ocular ou de saúde subjacente, sendo que a hereditariedade pode não ser um fator significativo.

O objetivo do tratamento é reduzir a pressão intraocular e evitar o dano ao nervo óptico. Dependendo da fase e do tipo de glaucoma, pode haver indicação de colírios, de laser ou de cirurgia. A escolha é individualizada para cada paciente e pode ser necessário mais de um tipo de tratamento para o controle da doença”, esclarece o médico Matheus Bedendo Rodrigues da Silva.

O oftalmologista lembra que a prevenção é a principal forma de evitar a cegueira por glaucoma e reforça a importância das consultas de rotina anuais para detectar as fases mais precoces da doença. Outro cuidado importante é seguir o tratamento corretamente, em caso de diagnóstico positivo, para impedir o avanço do glaucoma e preservar a visão.

Fonte:  Sig Eikmeier <sig@targetsp.com.br>

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