Fatos sobre a dengue e que nem sempre são conhecidos

Aedes aegypti - Do comportamento do mosquito à vacinação, o que a ciência explica sobre a dengue. (Foto: Ilustração)

Que tal reforçar a importância da prevenção e do combate a doenças que são transmitidas a seres humanos!? No caso da dengue, conhecer o comportamento do Aedes aegypti, os sinais e as medidas de proteção podem ajudar a reduzir o risco de transmissão e de complicações.

1. Hábitos predominantemente diurnos.

O Aedes aegypti costuma picar principalmente durante o dia, com maior atividade no início da manhã e no fim da tarde. Embora seja menos comum, também pode picar à noite, especialmente em ambientes iluminados. Por isso, a proteção deve ser mantida ao longo do dia, com repelentes registrados pela Anvisa, roupas que cubram a pele e telas em portas e janelas.

À noite, embora o Aedes aegypti seja menos ativo, recomenda-se manter portas e janelas protegidas por telas, usar mosquiteiros – especialmente para bebês, pessoas acamadas e quem dorme durante o dia – e eliminar possíveis criadouros. O uso de repelente deve seguir as instruções do rótulo e ser aplicado quando houver exposição a mosquitos.

2. Perto das pessoas.

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, adaptado a áreas urbanas e à convivência com os seres humanos. Ele costuma permanecer dentro ou ao redor de residências, escolas, estabelecimentos comerciais e outros locais frequentados por pessoas. A fêmea se alimenta de sangue humano para completar o desenvolvimento dos ovos e procura recipientes com água para depositá-los.

Por isso, a vistoria desses espaços deve fazer parte da rotina. Vasos de plantas, calhas, ralos, pneus, garrafas, caixas-d’água e outros recipientes podem se transformar em criadouros quando acumulam água. Eliminar esses pontos e manter os reservatórios fechados ajuda a interromper o ciclo de reprodução do mosquito.

3. Água parada, limpa ou não.

Mais importante do que a aparência da água é a possibilidade de o recipiente servir como criadouro. Por isso, vasos de plantas, calhas, ralos, pneus, garrafas, caixas-d’água e outros recipientes devem ser esvaziados, limpos ou mantidos bem fechados.

4. Ovos, resistência e ambiente seco.

Os ovos do Aedes aegypti podem permanecer viáveis por mais de um ano em superfícies secas. Quando entram em contato com a água, podem retomar o ciclo de desenvolvimento. Por isso, não basta retirar a água: é necessário esfregar as paredes dos recipientes para remover os ovos.

5. Mais de uma vez.

Existem quatro sorotipos do vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Após uma infecção, a pessoa desenvolve proteção duradoura principalmente contra o sorotipo que causou a doença, mas pode ser infectada por outros. Além disso, infecções subsequentes estão associadas a maior risco de dengue grave.

6. DENV-2 é o mais grave?

Não. Embora alguns estudos tenham observado maior risco de dengue grave em crianças infectadas pelo DENV-2, isso não significa que esse sorotipo seja sempre o mais grave. A evolução da doença também depende de fatores como a idade, uma infecção anterior por dengue e as condições de saúde de cada pessoa.

7. Pode afetar todo o organismo.

A dengue é considerada uma infecção sistêmica porque pode provocar manifestações em diferentes partes do corpo – e não apenas no local da picada ou em um único órgão. Na maioria dos casos, a evolução é favorável, mas alguns pacientes podem apresentar sinais que exigem avaliação médica, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, dificuldade para respirar ou desmaio.

8. Sintomas e persistência.

A maioria das pessoas se recupera em uma ou duas semanas, mas a fadiga pode persistir por várias semanas após a infecção. Cansaço, dores no corpo ou dificuldade para retomar a rotina devem ser acompanhados, especialmente quando são intensos ou persistentes.

9. Automedicação e riscos.

Em caso de suspeita de dengue, o ácido acetilsalicílico (AAS) e os anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e cetoprofeno, não devem ser utilizados sem orientação médica, pois podem aumentar o risco de sangramentos. O tratamento é baseado principalmente em hidratação, repouso, controle dos sintomas e acompanhamento conforme a gravidade do caso.

10. Diferentes estratégias.

A principal forma de prevenção continua sendo o controle do Aedes aegypti, com a eliminação de recipientes que acumulam água e a mobilização da comunidade. Também podem ser adotadas medidas de proteção individual, como o uso de repelentes registrados pela Anvisa, roupas que cubram a pele e telas em portas e janelas.

A vacinação é outra estratégia de prevenção, conforme a faixa etária e as orientações vigentes. No Brasil, a vacina contra a dengue da Takeda é registrada para pessoas de 4 a 60 anos, estando disponível no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e de 4 a 60 anos no mercado privado.

Para saber mais sobre prevenção e esclarecer dúvidas sobre a dengue e a vacinação, acesse o portal de utilidade pública Conheça a Dengue.

A empresa

A Takeda trabalha para melhorar a saúde das pessoas e criar um futuro melhor para o mundo. Seu objetivo é descobrir e oferecer tratamentos que transformem vidas nas principais áreas terapêuticas e de negócios, incluindo gastrointestinal, doenças raras, terapias derivadas de plasma, neurociência, oncologia e vacinas. Junto com parceiros, visa melhorar a experiência do paciente e avançar uma nova fronteira de opções de tratamento por meio de seu pipeline dinâmico e diverso.

Como uma empresa biofarmacêutica líder baseada em valores e orientada por Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) com sede no Japão. É guiada por compromisso com os pacientes, as pessoas e o planeta. Os funcionários em aproximadamente 80 países e regiões são movidos por propósito e fundamentados nos valores que a definem há mais de dois séculos.

Para mais informações, visite www.takeda.com.

Fonte: <marilia.feliciano@agora.site>

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