Da bola aos uniformes, o plástico transforma o futebol

Movimento Plástico Transforma - Como os materiais plásticos impulsionam inovação, desempenho e sustentabilidade no futebol. (Foto: Ilustração)

Além de avanços táticos e físicos, o futebol também se transforma por meio da inovação em materiais utilizados pelos atletas. Da bola de couro pesada, que absorvia água, aos modelos ultra tecnológicos usados atualmente nas maiores competições do planeta, a evolução dos equipamentos acompanha a história do esporte. Segundo o Movimento Plástico Transforma, durante o principal torneio de seleções do mundo – nos Estados Unidos, Canadá e México -, os diversos tipos de plásticos desempenham uma função fundamental dentro e fora dos gramados.

De acordo com a Fifa, durante as primeiras edições do campeonato de seleções, as bolas utilizadas eram produzidas em couro natural e costuradas manualmente. Segunda a entidade máxima do futebol, a transformação tem início na década de 1.970, com a introdução de melhorias técnicas e, especialmente, de revestimentos sintéticos para reduzir a absorção de água. Desde então, materiais como poliuretano (PU), EVA, TPU, Poliamida (PA – nylon) poliéster e borrachas especiais compõem as bolas modernas.

Atualmente, as bolas oficiais da Copa utilizam multicamadas de polímeros desenvolvidas com tecnologia avançada, incluindo testes em túnel de vento e texturas microscópicas projetadas para melhorar o desempenho em campo.

Segundo Simone Carvalho, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma, a evolução tecnológica do futebol acompanha diretamente os avanços da engenharia de materiais nas últimas décadas. “Muitas vezes invisível para o torcedor, o plástico está presente em praticamente todos os produtos relacionados ao futebol moderno. A evolução dos polímeros permite avanços importantes em desempenho, segurança, conforto e durabilidade no esporte”, afirma.

Material

Os plásticos no futebol vão muito além das bolas oficiais. Os uniformes utilizados pelas seleções na Copa do Mundo também passam por profunda transformação tecnológica das últimas décadas para cá. Atualmente, os uniformes de alta performance utilizam principalmente fibras sintéticas, como poliéster reciclado de garrafas PET, elastano e poliamidas especiais.

Já as chuteiras utilizam poliuretano termoplástico, um plástico que pode ser reciclado. Esse material oferece leveza, resistência e maior aderência. “Os materiais plásticos representam uma verdadeira revolução nos uniformes esportivos. Hoje, as camisas combinam alta performance, conforto e soluções sustentáveis que acompanham a evolução do esporte”, complementa Simone.

Tendência

A edição de 2.026 da competição de seleções também amplia o debate sobre sustentabilidade e economia circular no esporte. Nos últimos anos, fabricantes têm investido em materiais recicláveis, polímeros de menor impacto ambiental, tintas à base d’água, tecidos reciclados e soluções voltadas à redução de resíduos.

Além disso, a indústria esportiva já considera a sustentabilidade um dos principais desafios para a próxima geração de equipamentos esportivos de alta performance. “O futuro do esporte passa pela inovação responsável. A indústria do plástico vem investindo em soluções mais sustentáveis para manter desempenho, segurança e eficiência, com menor impacto ambiental”, finaliza Simone Carvalho, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma.

O movimento

Criado em 2.016, o Plástico Transforma tem como objetivo promover conteúdo e ações educativas que demonstram que o plástico, aliado à tecnologia, à criatividade e à responsabilidade, traz várias possibilidades para os mais diferentes segmentos.

Além do site, em que é possível encontrar conceitos importantes sobre aplicações, reutilização, descarte correto e reciclagem do plástico, o Movimento é responsável por diversas ações voltadas à sociedade que, juntas, já impactaram milhares de pessoas.

A iniciativa é uma ação do PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, fruto da parceria entre a Abiplast e a Braskem.

Fonte: <mariana.franca@grupovirta.com.br>

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