Clima pode influenciar partidas da Copa

Robson Costa - Engenheiro ambiental e professor da Estácio observa que calor intenso, tempestades e raios exigem protocolos rigorosos para garantir a segurança de atletas e torcedores. (Foto de divulgação)

O maior evento esportivo do mundo, em realização nos Estados Unidos, no Canadá e no México, promete ser um marco não apenas dentro das quatro linhas, mas também na forma como o futebol lida com os impactos das mudanças climáticas. Com partidas em junho e julho, período marcado por altas temperaturas, tempestades frequentes e eventos climáticos extremos na América do Norte, os jogos colocam à prova protocolos de segurança e fr adaptação já adotados.

Entre as medidas previstas está a interrupção obrigatória das partidas quando forem detectadas descargas elétricas em um raio de 13 a 16 quilômetros dos estádios. Nesses casos, atletas, arbitragem e público deverão buscar locais seguros, enquanto um cronômetro de 30 minutos será acionado. Caso novos raios sejam registrados, a contagem é reiniciada. Além disso, a entidade também prevê pausas para resfriamento dos jogadores e o uso de estádios com cobertura ou sistemas de climatização em algumas cidades-sede.

Para Robson Costa, engenheiro ambiental e professor da Estácio, o cenário reflete uma nova realidade que já não pode ser ignorada pelo esporte. “Imagine que durante um jogo espetacular de futebol a maior preocupação da equipe técnica seja a formação de nuvens ao longo da partida. Essa é a nova realidade mundial. Estamos presenciando os efeitos de anos de emissões, efeito estufa e alterações nos ciclos hidrológicos, que provocam temperaturas elevadas e favorecem a formação de tempestades cada vez mais intensas”, afirma.

Segundo o especialista, o debate climático deixa de ser apenas uma pauta ambiental para se tornar uma questão de logística, saúde pública e segurança. “Depois das paralisações registradas em competições mundiais recentes por conta de raios e calor extremo, fica evidente que o futebol precisa se adaptar a uma nova dinâmica. Não se trata de exagero, mas de proteção à integridade física de atletas, profissionais e torcedores”, explica.

Robson alerta ainda que a competição deste ano é um importante teste para o futuro do esporte. “As mudanças climáticas não vão esperar o futebol se adaptar. A pergunta que fica é se estamos preparados para a nova realidade. O contraste entre protocolos rigorosos adotados em alguns países, como os Estados Unidos, e a falta de prevenção observada em outros, como o Brasil, mostra que o tema precisa ganhar cada vez mais espaço nas discussões esportivas. Em muitos casos, a continuidade de uma partida pode depender mais das condições climáticas do que do resultado dentro de campo”, conclui Robson Costa, engenheiro ambiental e professor da Estácio.

A instituição

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Fonte: Andrei Santana Silva andrei.santana@approach.com.br/Assessoria de Imprensa – Estácio Approach Comunicação.

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