Glitter em doces: quando esse brilho vai parar em seu organismo

Doce com glitter - Alta nas buscas por doces metalizados e decorados com efeito dourado levanta alerta sobre riscos sanitários e uso de materiais não autorizados. (Foto ilustrativa: Pixabay free download)

Você é do tipo que decora tudo nas festas? Até o prato? Com doces super brilhantes na mesa? Em festas, quando o exagero faz parte da diversão, cupcakes cintilantes, brigadeiros metalizados e bolos com folha de ouro ganham espaço. Segundo a consultoria internacional Mintel, a aparência influencia diretamente a decisão de compra de sobremesas para a maioria dos consumidores, especialmente em datas comemorativas, mas muita gente não sabe que essas decorações podem conter riscos.

O visual chama atenção e faz parte da experiência, principalmente em datas festivas. Mas é preciso cuidado. Nem todo glitter vendido como ‘comestível’ realmente pode ser ingerido com segurança”, alerta Sandra Gomes, gerente comercial de Gastronomia da Prática, empresa especializada em equipamentos para o food service. “Isso vale tanto para confeitarias e restaurantes quanto para quem gosta de preparar doces em casa. Antes de usar qualquer produto decorativo, é importante verificar a procedência.”

Muitos desses glitters são feitos com partículas muito pequenas de plástico, chamadas microplásticos. Minúsculas, menores do que 5 milímetros, elas não são digeridas pelo organismo. Ou seja, o corpo não consegue absorver nem eliminar facilmente essas substâncias. Por esse motivo, em outubro de 2.025, a Anvisa publicou um alerta informando que plástico não é permitido como ingrediente de alimentos. Mesmo quando o rótulo indica “uso decorativo” ou “comestível”, esses produtos não estão autorizados como aditivos alimentares, por isso, evitar esse tipo de produto é o melhor a se fazer

Como deixar os doces coloridos e substituir esses produtos

• Corantes alimentícios aprovados: disponíveis em versões líquidas, em gel ou em pó, são regulamentados para uso em alimentos e permitem criar efeitos vibrantes e até metalizados com segurança.

• Pós e sprays perolados próprios para confeitaria: existem no mercado opções específicas para uso alimentício, com registro e indicação clara no rótulo, que garantem brilho sem riscos à saúde.

• Ingredientes naturais para brilho e textura: açúcar cristal, confeitos autorizados, raspas de chocolate, frutas desidratadas e até caldas brilhantes podem proporcionar efeito visual atrativo sem comprometer a segurança.

Quando se fala de comida, a prioridade precisa ser a segurança. “Dá para criar doces lindos com ingredientes aprovados e próprios para consumo, como os corantes. O importante é não deixar o encanto da decoração colocar a saúde em risco”, finaliza Sandra.

Para mais dicas de empreendedorismo, equipamentos e receitas, você pode acompanhar no blog da Prática: https://blog.praticabr.com/

A empresa

A Prática, fundada em 1.991, oferece o que há de mais moderno em fornos profissionais, ultracongeladores e máquinas de panificação. Com mais de 800 colaboradores – 55 deles em P&D -, a Prática é líder no segmento de equipamentos para o preparo de alimentos no Brasil e atua em mais de 60 países.

Ajudar seus clientes a prepararem comida de qualidade sem desperdícios é o propósito da Prática. Entendemos a importância de nosso papel na cadeia que se inicia nos campos e lavouras até a oferta de alimentos preparados para as pessoas.

Mais do que equipamentos, a Prática oferece soluções integradas e uma rede de suporte pré e pós-venda que permite a seus clientes realmente aprimorar suas operações. Por meio dos seus chefs e nutricionistas, a empresa apoia a implementação de processos de melhoria na qualidade e no combate ao desperdício.

Fonte: <dbegas@dfreire.com.br>

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