As academias ao ar livre já fazem parte da rotina de muitas cidades brasileiras e se consolidam como espaços democráticos e acessíveis para a prática de exercícios. Mas, para que cumpram plenamente seu papel na promoção da saúde, ainda é preciso avançar em manutenção, segurança e informação aos usuários.
De acordo com o mestre em Engenharia de Produção e docente do Curso de Educação Física da Universidade Positivo (UP), Wilson Menoncin, o impacto desses espaços na qualidade de vida é significativo, pois oferecem oportunidade para que pessoas de diferentes idades invistam na própria saúde. “Um local adequado incentiva hábitos mais saudáveis, contribui para o autocuidado e, consequentemente, para uma vida com mais qualidade”, afirma.
Perfil e adesão – O professor observa que a maioria dos frequentadores é formada por pessoas acima dos 50 anos, que aproveitam o espaço após caminhadas. Para ampliar a adesão, especialmente entre idosos, iniciantes e pessoas com deficiência, Menoncin defende maior acessibilidade e orientações corretas de uso. “Hoje, vemos muitas crianças utilizando esses espaços como playgrounds, o que é errado e perigoso”, alerta.
Fator decisivo – Segundo Wilson Menoncin, o ambiente urbano influencia diretamente no uso das academias ao ar livre. Segurança, boa localização, sinalização clara e acessibilidade são postos-chaves. “Se a pessoa não se sente segura, não vai frequentar. É o fator mais relevante para garantir a adesão”, reforça.
Cuidados e acompanhamento – Embora a presença constante de profissionais de Educação Física seja inviável, o docente defende programas que aproximem a comunidade de acadêmicos e estagiários para orientações pontuais. Ele também recomenda cuidados básicos para evitar lesões, como realizar aquecimento leve, respeitar instruções dos equipamentos e não acelerar os movimentos.
Desafios e propostas – Entre os principais desafios, estão a manutenção contínua dos aparelhos, a acessibilidade e a segurança. Para aumentar a atratividade, Wilson Menoncin sugere campanhas educativas, instalação de QR Codes com sugestões de treinos, presença de orientadores e integração com escolas e centros comunitários. “Toda mudança cultural começa na escola. Se as crianças e as famílias entenderem desde cedo a importância do exercício, esses hábitos se consolidam”, afirma.
Perspectivas – O especialista destaca que as academias ao ar livre já representam um avanço importante na democratização da atividade física, mas precisam de maior engajamento do poder público e da sociedade para não perderem força. “Se não houver campanhas de reafirmação e estímulo, esses espaços podem sofrer queda na procura, o que seria um grande retrocesso para a saúde coletiva”, conclui o mestre em Engenharia de Produção e docente do Curso de Educação Física da Universidade Positivo (UP), Wilson Menoncin.
A escola – A Universidade Positivo, referência no Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná, é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR) – e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados.
Em 2.019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2.020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional.
Mais informações em up.edu.br.
Fonte: <joceline.alemar=maquinacohnwolfe.com@imxsnd73.com>




